espaço expositivo

“projeto relâmpago” na faculdade, três semanas para conceber um espaço de exposição para 15 obras de arte. variavam entre trabalhos grandes como esculturas de Amílcar de Castro e pinturas de Benedito Calixto, a pequenas gravuras de Evandro Carlos Jardim e passando por alguns trabalhos de Mira Schendel (veja as obras aqui).

não se tratava de projetar um museu ou galeria, mas somente um espaço e uma forma de expor as obras, trabalhando basicamente com maquetes em 1:50. um exercício preparatório para o próximo projeto - um anexo para a Pinacoteca Benedito Calixto, de Santos.

meu partido foi o de um lugar em penumbra percorrido em rampas, as obras separadas em espaços conforme suas distintas necessidades de luz. a planta um quadrado, numa composição quase à Mondrian e algo labiríntico.

mas nesse “bunker” o percurso deveria ser ao mesmo tempo orgânico e intuitivo mas não único nem impositivo, deviam haver possibilidades. também a separação quase burocrática das obras devia ser atenuada pela visualização simultânea de algumas delas ou pelo menos o reconhecimento da existência dos distintos espaços pela luz que vazasse dos mesmo e fosse rebatida pelas paredes.

uma primeira maquete de estudo foi um absoluto fracasso pela dificuldade de acertar tantas rampas, múltiplos níveis e os planos inclinados que queria para distorcer a apreensão do espaço, diluindo um pouco da dureza do quadrado. era o jeito ir ao autoCad.

esses cortes deixam claras os diferentes usos da luz zenital: abundante mas chapada na sala superior onde estariam expostas as obras do Evandro Carlos Jardim, todas pequenas; sutil no estreito rasgo que marcaria a primeira grande rampa do edifício; conduzida até o chão das salas onde estariam expostas pinturas ou através do “tubo” que rasgaria a sala das gravuras para iluminar a escultura de Mira Schendel logo abaixo. e ainda tinha o grande vazio em que uma das esculturas de Amílcar estaria confinada, quase esvaziada de sua força de site specificity

antes de seguir para as fotos da maquete, ponho aqui as plantas com a solução final de implantação e o duplo acesso, um térreo e outro pelo subterrâneo através de uma rampa que afunda num cânion em meio ao espelho d’água que circunda o edifício.

boa semana.

espaço expositivo

“projeto relâmpago” na faculdade, três semanas para conceber um espaço de exposição para 15 obras de arte. variavam entre trabalhos grandes como esculturas de Amílcar de Castro e pinturas de Benedito Calixto, a pequenas gravuras de Evandro Carlos Jardim e passando por alguns trabalhos de Mira Schendel (veja as obras aqui).

não se tratava de projetar um museu ou galeria, mas somente um espaço e uma forma de expor as obras, trabalhando basicamente com maquetes em 1:50. um exercício preparatório para o próximo projeto - um anexo para a Pinacoteca Benedito Calixto, de Santos.

meu partido foi o de um lugar em penumbra percorrido em rampas, as obras separadas em espaços conforme suas distintas necessidades de luz. a planta um quadrado, numa composição quase à Mondrian e algo labiríntico.

mas nesse “bunker” o percurso deveria ser ao mesmo tempo orgânico e intuitivo mas não único nem impositivo, deviam haver possibilidades. também a separação quase burocrática das obras devia ser atenuada pela visualização simultânea de algumas delas ou pelo menos o reconhecimento da existência dos distintos espaços pela luz que vazasse dos mesmo e fosse rebatida pelas paredes.

uma primeira maquete de estudo foi um absoluto fracasso pela dificuldade de acertar tantas rampas, múltiplos níveis e os planos inclinados que queria para distorcer a apreensão do espaço, diluindo um pouco da dureza do quadrado. era o jeito ir ao autoCad.

esses cortes deixam claras os diferentes usos da luz zenital: abundante mas chapada na sala superior onde estariam expostas as obras do Evandro Carlos Jardim, todas pequenas; sutil no estreito rasgo que marcaria a primeira grande rampa do edifício; conduzida até o chão das salas onde estariam expostas pinturas ou através do “tubo” que rasgaria a sala das gravuras para iluminar a escultura de Mira Schendel logo abaixo. e ainda tinha o grande vazio em que uma das esculturas de Amílcar estaria confinada, quase esvaziada de sua força de site specificity

antes de seguir para as fotos da maquete, ponho aqui as plantas com a solução final de implantação e o duplo acesso, um térreo e outro pelo subterrâneo através de uma rampa que afunda num cânion em meio ao espelho d’água que circunda o edifício.

boa semana.

Publicou 6 meses atrás

Sobre:

um pouco, só o bastante, sobre arquitetura e quetais

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